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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Orlândia – Cem Anos de Bem-Viver

Praça Max Define, projeto da Chão Arquitetos: modernidade
As festividades do centenário de fundação de Orlândia, comemorado no dia 30 de março, já foram e o resultado são belas fotos espalhadas por comunidades do Orkut. Quem assistiu aos shows ou disputou uma nesga do imenso bolo pode gritar: Eu participei da festa!
Já quem passou ao largo disso, pode ter ficado com a sensação de que tão aguardada data ficou meio pálida. Bem, o ano do centenário ainda não acabou, e podemos ser surpreendidos por novos acontecimentos. Se não, por sorte do nosso calendário, o primeiro ano do centenário é só em 2011, e muita coisa pode rolar.
Já que a pretensão (tão-somente isso, esclareça-se) é pensar na Orlândia do futuro, serão postadas algumas microideias para serem discutidas entre amigos, inimigos ou nos bares da vida. Afinal, não basta uma idéia, é preciso que ela ganhe força e seja levada adiante.
Pode-se, sem necessidade de grandes investimentos, elaborar uma série de atividades paralelas, desde as que resgatam os áureos tempos de efervescência cultural da cidade até um olhar, profundo e demorado, sobre o presente e o futuro da economia, da sociedade e da Orlândia que comemorará seu bicentenário em 2110.
Um dos objetivos é transformar Orlândia num case de sucesso junto à imprensa e à opinião pública, priorizando ações sociais em detrimento de obras grandiosas. Para a cidade, o mais importante são as pessoas, seu crescimento e, por que não, um grande marco para lembrar à posteridade o centenário.
Afinal, Orlândia é terra do arquiteto Ângelo Bucci, um dos mais importantes e festejados do Brasil, com obras espalhadas pelo mundo, inclusive belas residências na cidade. Creio que a cidade ganharia, e muito, com uma obra com sua assinatura.
Diversas das sugestões abaixo tem grande potencial para serem copiadas por outras administrações, além de aparecer em programas de televisão, jornais e, quiçá, tornarem-se modelo no país.
O sentimento coletivo, certamente difícil de ser analisado mas facilmente quantificado a partir de pesquisas, apontaria para uma descontinuidade de festividades. Talvez, estima-se, este sentimento se deve à falta de interatividades entre os moradores e tais atividades, pois a maioria das propostas levadas a cabo tiveram o povo como espectador e não como ator.
Não se trata de crítica, evidentemente, mas da constatação de uma visão de mundo que grassa atualmente. Podem-se colher bons frutos desta visão, porém eles podem ser melhores e mais bem aproveitados se obtidos de outra forma.
Esta é a ação direta, com objetivos amplos e indiretos, portanto perenes, de médio e longo prazos, em que a população se vê inserida como participante ativa, haja vista que seus interessantes (maiores que panis et circensis) poderão ser alcançados.

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