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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Morro Agudo cresce 14%, mostra Censo; Orlândia, 10%

Entrada de Morro Agudo, cidade com 29,1 mil habitantes

Morro Agudo foi o município com maior crescimento populacional na região, com 14%. O Censo 2010, com dados preliminares, foi apresentado segunda-feira, dia 29, pelo IBGE. Um dos maiores municípios do Estado em extensão territorial, Morro Agudo possui 29.127 habitantes, contra 25.428 em 2000.

Orlândia teve crescimento de 10%, saltando de 36.004 para 39.781 habitantes. Entre as seis cidades listadas pelo Orlândia do Futuro na região, ficou em penúltimo lugar, atrás apenas de Nuporanga, com 8%. A estância climática possui 6.817 (antes, eram 6.309).

São Joaquim da Barra ainda é a maior cidade da região, com 46.524 habitantes, apresentando crescimento de 11,5% em relação à população do último Censo, que foi de 41.587. O Censo também mostra Sales Oliveira com 10.568 habitantes, ante os 9.325 registrados no ano 2000, com crescimento de 13%. A população de Ituverava cresceu 9% - são hoje 38.699 (36.268 no Censo anterior.)

Domicílios de Orlândia

A cidade de Orlândia possui 20.282 mulheres, sendo a maioria, com 50,98%, enquanto os homens somam 19.499 (49,02%). A população urbana forma a grande maioria, com 97,42% (38.756 habitantes), sendo que a zona rural concentra 1.025 pessoas.

O Censo também registrou 12.856 domicílios na cidade, sendo 12.848 particulares. O IBGE constatou que estavam ocupados 11.903 domicílios, 635 vagos, catorze desocupados e 216 registrando ocupação ocasional. Os domicílios coletivos somam oito, dividindo-se igualmente entre ocupados e sem moradores.

Veja as informações do Censo 2010 no site do IBGE.

sábado, 27 de novembro de 2010

Anonimato na internet

O blogue Orlândia do Futuro recebeu, ontem, um comentário anônimo. O jornalismo sério, porém, desconsidera as opiniões anônimas, salvo quando se preserva segurança da fonte. Fala sobre isso o jornalista Alberto Dines, em artigo no Observatório da Imprensa, em que concede uma aula sobre o uso inapropriado do anonimato na imprensa, tomando como exemplo o Washington Post e a Época

"Fontes secretas são em geral fontes escusas. Mantê-las longe do conhecimento público é defender os seus interesses. Os políticos têm obrigação de explorar o episódio como quiserem. De preferência até as suas últimas conseqüências, de modo a evitar que apenas uma parte do escândalo seja conhecida. Mas cabe aos jornalistas zelar pela lisura de seus procedimentos profissionais para que a busca da verdade seja estendida a todos, e não apenas aos grupos dos espertos denunciantes.

"A pretexto de preservação de suas fontes não podem os jornalistas tornarem-se cúmplices dos interessados em manipular o episódio com fins claramente ilícitos. O jornalismo passivo, aquele que se contenta em receber denúncias e divulgá-las, é insuficiente. O ´furo´ não é um fim, mas um meio. Para completar-se precisa ser transformado em ação, no caso, punição. Imperioso saber quem forneceu as informações para conhecer a quem aproveitam e quem delas se beneficia."

Outro grande jornalista, Ricardo Kotscho, escreveu, no ano passado, sobre o anonimato na internet. "O grande problema que vejo nesta história toda, desde que comecei a escrever na internet, em 2005, é a praga do anonimato que se espalha por todos os espaços da web." 

E acrescenta: "Agridem com a maior leviandade a hora alheia, levantam falsas acusações, ofendem outros leitores e, quando seus comentários não são publicados, saem gritando: ´Censura! Estou sendo censurado!´"

Fui "aluno" do melhor jornalista a atuar em Orlândia, Sérgio Sordi, proprietário e editor da "Folha de Orlândia" - na qual tive a honra e a sorte de trabalhar, tendo lá tomado gosto pelo jornalismo. Uma de suas lições era justamente não utilizar o "anônimo" como fonte, lição que coloquei em prática em todos os veículos de comunicação em que trabalhei.


Esclarece-se que o comentário postado aqui não agride ninguém nem faz acusações, limitando-se a defender uma idéia partidária, que nunca foi levantada por este blogue. 

Eis, novamente, o objetivo de Orlândia do Futuro: informar e contribuir para o debate sério sobre os rumos da cidade, sem paixões políticas, mas sim com projetos e ideias exequíveis para seu desenvolvimento. Aos que quiserem contribuir, a sociedade agradece.

Incêndio tira Rádio Gazeta do ar

Sala da Rádio Gazeta: incêndio

A Rádio Comunitária Gazeta foi praticamente destruída por um incêndio, registrado na madrugada de hoje, sábado, 27. O incêndio ocorreu às 3h20 e consumiu seis computadores, impressoras, PABX,  móveis, telefones e forro de PVC, além de documentação da emissora e do Sindicato Rural. 

A sala onde funciona o estúdio não foi atingida, pois a porta de acesso estava fechada. O site da rádio ORC informa que, segundo a diretora da emissora, Érica Lima, a porta do estúdio costuma ficar aberta e, considerou uma sorte estar fechada na hora do incêndio. 

Até o momento, a Rádio Gazeta está fora do ar, já que não teria condições técnicas de funcionar. Ainda segundo a ORC, o Corpo de Bombeiros constatou que o vidro da porta da frente foi quebrado. No local foi encontrado um frasco com cheiro de gasolina, encaminhado à Polícia Civil para perícia. A ORC informa que há suspeita de o incêndio ter sido criminoso.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Declínio e monocracia"

O jornalista Otacílio G. Ferreira, do jornal "Feitiço da Vila", comenta a entrevista com o advogado Luciano Ribeiro. Em e-mail ao blogueiro, afirmou que "Orlândia não tem oposição". Com a devida permissão para a publicação, haja vista ser enviado privadamente, segue a íntegra do texto: 

"Orlândia não tem oposição. Tem uns gatos pingados, pobretões e medrosos, que usam a eleição para faturar uma graninha e viver quatro anos na mordomia. O ´declínio´, na verdade, é falta de coragem para enfrentar a monocracia que reina na cidade. Isto só vai mudar quando a população deixar de valorizar mais um falso abraço de político a um futuro com educação e boas perspectivas."

Blogopédia:

Monocracia: Segundo Georges Burdeau, a monocracia opõe-se à divisão de poderes. Seriam monocráticos os governos que só têm poder em si próprios e tendem a confundir o poder com a propriedade. Na monocracia haveria um centro único de força política, fosse qual fosse o processo de designação ou de recrutamento da autoridade governamental, situação que formas pré-estaduais, onde existe confusão entre a Propriedade e o exercício do Poder e que se distinguiria da autocracia, o regime em que os governos só têm o poder de si próprios. Já na divisão de poderes, eis que em lugar de confundir com uma vontade única, o Poder do Estado só se imporá por efeito de um acordo entre as vontades de vários órgãos, de tal maneira que a eficácia de cada uma delas se subordinará ao consentimento de todas as outras.
http://farolpolitico.blogspot.com/

Historinha com moral

Meu sobrinho o Adonai conta uma história que ouviu de sua professora. Segue o texto com sua própria grafia:
Um dia, um fazendeiro encontrou um rato em sua ksa, e resolveu comprar uma ratoeira para pegá-lo. O rato saiu correndo para avisar a galinha e falou q ele não iria aguentar o cheiro do queijo e iria morrer na ratoeira. A galinha falou q nao era problema dela; se pegasse, ela nao iria se machucar. O rato foi no porco e contou a mesma história, e ele disse q nao era problema e a ratoeira nao iria machucá-lo .O rato foi até o boi e contou a mesma história, e o boi disse q nao era problema dele. Na mesma noite o rato ouviu o barulho da ratoeira e foi ver o q tinha acontecido, o fazendeiro tbm escutou e foi ver se era o rato. Viu q era uma cobra e q ainda estava viva e picou o fazendeiro. Levaram ele para o hospital, e o médico disse q ele estava mt mal e levaram o fazendeiro para a fazenda, e como estava uma noite mt fria fizeram uma canja e mataram a galinha q nao tinha nd a ver com o caso do rato e da ratoeira. Na outra semana o fazendeiro piorou, e como estava uma noite mt mais fria ainda fizeram uma feijoada e mataram o porco q nao tinha nd a ver com o rato e a ratoeira. o medico deu alta ao fazendeiro, que convidou a familia e os vizinhos para um churrasco, e mataram o boi q nao tinha nd a ver com o rato e a ratoeira. No final, o rato tv vivo. Moral da história: o q é problema do seu irmao tbm pode ser seu problema. @adonai_fig

Meio ambiente

Heródoto Barbeiro, Arthur Xexéu, Carlos Heitor Cony e Viviane Mosé conversam sobre o que acham os brasileiros sobre meio ambiente.

Ouça este debate aqui e outros no site da Rádio CBN.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“Há em Orlândia um arremedo de política”

Luciano Ribeiro, presidente da OAB-Orlândia

O advogado Luciano Ribeiro não teme explicitar suas opiniões sobre política, a sociedade ou quaisquer temas abordados. Presidente da OAB-Orlândia e apontado como uma nova liderança política, ele se tornou um defensor da candidata eleita Dilma Rousseff, para quem fez campanha informalmente na internet. A visão política de Luciano, porém, vai além de escolher entre candidatos de esquerda ou direita. Orlândia está em declínio, acredita, como resultado de uma tímida atuação da oposição. "Há pelo menos vinte anos Orlândia vem sendo administrada pelo mesmo grupo político", afirma.

O descontentamento com os rumos da cidade, porém, não o impede de sonhar com um futuro próspero. Luciano acredita que educação e cultura, principalmente, são a base para uma mudança do cenário atual. "Precisamos de novas lideranças, não de jovens políticos herdeiros de ideias antiquadas de seus idealizadores", afirma, expondo um pensamento recorrente, mas que poucas vezes se torna público - salvo conversas no happy hour.

A entrevista de Luciano Ribeiro mostra que novas formas de pensar Orlândia, como município e sociedade, são possíveis. Trata-se de um chamamento a um debate necessário para que a cidade encontre o caminho do crescimento, do desenvolvimento e da geração de emprego. Orlândia tem profissionais, ensino (FAO, Etec Alcídio), grandes empresas, infra-estrutura (água, energia elétrica, distrito industrial), capacidade de investimento e várias linhas de crédito disponiblizadas pelo Governo. Planejamento e gestão, raízes de todo projeto bem-sucedido, podem fazer a diferença.

 
O sr. foi um ardoroso defensor da candidatura de Dilma Rousseff nas redes sociais. Logo após sua vitória, surgiram mensagens de cunho discriminatório e preconceituoso contra nordestinos, apontados como os eleitores que a levaram à eleição. Como analisa essas manifestações? E, também, o recorrente "movimento separatista" de São Paulo?


Na votação geral, Dilma teve cerca de 12 milhões de votos a mais que Serra, e no Nordeste a diferença foi de quase 11 milhões. Assim, ainda que se desprezasse a votação da Região Nordeste, Dilma venceria a eleição, de modo que atribuir ao voto dos nordestinos à eleição de Dilma é um flagrante equívoco. E se estivesse correto o raciocínio, os nordestinos deveriam se orgulhar por terem conduzido à vitória a então candidata Dilma - a melhor postulante - e defenestrado do Planalto um político como o Serra. Quanto ao preconceito, só mesmo alguém muito pobre de inteligência e que seja desprovido de um mínimo de noção da realidade em que vivemos poderia ousar desqualificar alguém por ser nordestino ou por qualquer outra característica que possua. Cada eleitor vale um voto, independentemente de onde ele resida. Agora, movimento separatista de São Paulo só pode ser piada ou consequência de evidente estado patológico do indivíduo que defende uma estultícia dessas.

Quando assumiu a presidência da OAB, o sr. pretendia torná-la uma voz mais presente no cotidiano da cidade. Está sendo possível? A OAB poderia, também, atuar como fiscalizadora dos Poderes locais? 


Como eu já tive a oportunidade de dizer em outras entrevistas, a atuação mais incisiva da OAB não significa transformá-la num órgão corregedor das outras instituições da sociedade. Não é esta a pretensão e nem sequer a OAB dispõe de poder ou amparo legal para transpor o limite de suas vocações corporativas e de cidadania. A OAB., institucionalmente, não faz política partidária.
Entretanto, a lei confere à OAB a tarefa de defender a Constituição, a ordem jurídica, o Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, a aplicação das leis, a rápida administração da justiça, o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas. Nesta linha, a presença mais forte da OAB ocorre quando ela presta assistência judiciária, só em Orlândia, a quase 400 cidadãos por mês, sem deles nada cobrar, quando realizamos campanhas em prol dos mais carentes, quando plantamos árvores pela cidade (só em 2010 foram 100) e, acima de tudo, quando defendemos a democracia ao lutarmos pela observância das prerrogativas e liberdades dos advogados. A despeito disso, estamos atentos e elaborando projetos para uma maior visibilidade das ações da OAB em nossa sociedade. Em breve teremos a satisfação de divulgá-los.

Como analisa a política de Orlândia? O sr. acredita que a sociedade é bem representada? E os políticos, estão representado bem a comunidade? 


Falo, aqui, em meu nome e não em nome da OAB, tendo em vista a natureza da pergunta. O que há em Orlândia é um arremedo de política. Há pelo menos vinte anos Orlândia, bem ou mal, vem sendo administrada pelo mesmo grupo político. Um grupo de fazendeiros e empresários que se alternam no Executivo, exalando os eventuais vícios por ali estarem há tanto tempo. E a culpa é deles? Não, a culpa é da fragilidade da oposição, se é que ela existe, também durante todo esse tempo encabeçada pelos mesmos. O resultado é o declínio que Orlândia vem sentindo há tempos.

Que futuro imagina para Orlândia?


Quero um futuro próspero e isso não significa querer que a cidade cresça em tamanho ou população. É um engano imaginar que quanto mais a população da cidade cresce, melhor ela fica. É exatamente o contrário. Precisamos de novas lideranças, não de jovens políticos herdeiros de ideias antiquadas de seus idealizadores. Imagino um futuro promissor para Orlândia se a população se der conta disso, dessa realidade que a torna refém de si mesma. Aí poderá mudá-la, forjar uma perspectiva diferente, altaneira, vanguardista. Caso contrário permanecerá definhando. Precisamos de educação e cultura, muito mesmo. Este é o caminho.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Previsões dos astros para Orlândia

Comparação entre mapas astrais de Orlândia e o fundador, Coronel Orlando

Mapa astral de Orlândia
Você é daqueles que não sai de casa sem saber o que os astros "revelam" para seu dia? Ou não acredita em nada disso, pois cada um define seu destino? Seja qual for o caso, difícil é encontrar quem não tenha a mínima curiosidade sobre o futuro. Desde que o mundo é mundo, o homem olha para o céu em busca de orientação sobre o que fazer, como proceder, o que esperar.

A astrologia é apenas uma das formas de tentar desvendar o futuro - e talvez a mais conhecida. Os astrólogos povoam rádios, jornais, inundam as bancas de revistas e hoje são presença constante na internet. Inclusive, pode-se fazer mapas astrais e consultas on line - no lugar da bola de cristal, a tela iluminada do computador é a janela para o mundo desconhecido.

No Facebook, a astróloga Márcia Belato Garbim faz sucesso - são mais de mil pessoas em sua rede de contatos. Sempre conectada com os mundos astral e virtual, ela faz das redes sociais uma plataforma para difundir seu trabalho. Orlândia do Futuro quis saber: o que os astros revelam para a cidade? O que se pensava ser um trabalho de "simples" previsões, gerou mais de 150 páginas com os mapas astrais de Orlândia e de seu fundador, Coronel Francisco Orlando Diniz Junqueira.

"Na  esperança de alcançar um objetivo tudo é válido, até dar uma olhada no que os astros têm a dizer", diz Márcia, orlandina que mora em Pontal atualmente. Ela conta ter registradas duas previsões que se concretizaram: a eleição de Dilma Roussef para a Presidência, dois meses antes do pleito, vitória da Espanha na Copa do Mundo, ainda em maio. As previsões para Orlândia foram enviadas por e-mail, juntamente com a entrevista, e em seguida a conversa por MSN hoje à tarde:

Claudio Oliveira diz (12:24)
o texto sobre os assuntos está falando mais sobre atualidade do que propriamente de previsões, não acha?


marcia belato garbin diz (12:35)
nao vejo nenhum investimento na cidade... sim falam mais de atualidades sim, as coisas vao melhorar em todos os aspecto sim, mas demorara ainda um pouco, vc acha que nao ficou viavel?
 

Claudio Oliveira diz (12:35)
viavel sim, claro. é q imaginei haver previsões de acontecimentos ou eventos. nao viu nada disso?
 

marcia belato garbin diz (12:37)
vc tá muito confiante hein, realmente vai levar um tempo ainda p orlandia ter tais acontecimentos, esta passando por casas nadas favoraveis e as pessoas nao colaboram p este quadro mudar, vi muito comodismo por parte da população e falta de humildade por parte de governantes. agora tenho uma previsao sim, mas nao posso por la
 

marcia belato garbin diz (12:38)
anota ai e guarda no seu historico, o vado sera seu proximo prefeito, mas não divulga


Claudio Oliveira diz (12:38)
mas isso é previsão!!! pq nao colocar?
 

marcia belato garbin diz (12:39)
a linhagem junqueira esta bem propicia p orlandia e tem a ajuda dos astros entende. se vc quiser. poe lá entao. ai meu Deus. coloca entao


Pronto, uma previsão de peso: Márcia diz que os astros revelam que o ex-prefeito Vado Junqueira retorna à Prefeitura nas próximas eleições.

Para quem quiser conhecer o mapa astral de Orlândia (mera curiosidade ou, de repente, para guiar algum investimento), pode solicitá-lo à astróloga Márcia Garbin. Aliás, ela também se coloca à disposição no blog ou pode entrar em contato pelo fone (16) 9147-7960. Para quem acredita em conhecer o futuro, é um parque de diversões.
Prognose de Orlândia, parte do mapa astral

- Política: "Infelizmente, a harmonia não reina, pois há falhas. Para melhorar o quadro, deveria haver mais humildade por parte do governantes, Não adianta uma cabeça pensar sozinha, pois ela não entrou sozinha nesta, enquanto não houver humildade não haverá harmonia.

- Economia: "Em crescimento, apesar de um pouco devagar agora, mas em um futuro próximo haverá mudanças neste aspecto."

- Emprego: "Respectivamente com o crescimento na economia, no futuro também será beneficiado".

- Tragédias: "Infelizmente, como há boas notícias, também existem as más. Orlândia ficará sem uma pessoa conhecidíssima da área da saúde, pois um acidente trágico ocorrerá".

- Crescimento: "Tenho alegria de dizer que a cidade crescerá sempre; Orlândia ainda será maior, muito maior."

- Desenvolvimento social: "Orlândia deveria valorizar mais o ser humano em todos os seus atributos e características. Inclusive em sua complexa estrutura física, intelectual e espiritual. Enquanto pessoas que estão à frente (empresas, gestão, política)não abrirem as portas para essas pessoas, o desenvolvimento social ficará a dever. Muitos talentos estão sendo desperdiçados."

- Educação: "Esta é uma das áreas mais delicadas de Orlândia. Os astros mostram que a situação atual está péssima, com muita camuflagem, áreas escuras, maldefinidas. Mas, para o futuro, prevejo uma grande mudança, nuvens claras voltarão a aparecer, sol claro, transparente."

- Pessoas: "Vejo pessoas acomodadas nas casas 8 e 9, mas este comodismo é camuflado, pois a qualquer momento entra um trânsito na casa 12 e modifica este aspecto."

"Não me incomodo em procurar respostas"



Abaixo, entrevista com a astróloga Márcia Belato Garbin:
- Por que as pessoas têm tanta curiosidade em relação ao futuro?
As pessoas almejam chegar sempre a algum lugar, mas fatores e fases dificultam esta trajetória. Assim, procuram buscar no meio astrológico respostas ou caminhos que as levem a encarar a vida de uma maneira mais suave. Na esperança de alcançar um objetivo tudo é válido, até dar uma olhada no que os astros têm a dizer - uma segurança, de certa forma. Tenho clientes que não fecham negócios sem consultar a astrologia antes, querem ver se será propício, e outros que buscam informações sobre relacionamentos, como agir, que energias influenciam etc.

- O que diz às pessoas que não acreditam em astrologia e/ou previsões?

Sim, existem pessoas que negam a validade da astrologia e as previsões, mas isso encaro de forma normal, acontece com todas as profissões e credos. Acreditar em algo ou alguma coisa é muito pessoal, seria como um jogo de futebol, em que o cético acerta um gol falando que a astrologia não funciona, até comprova por meio científico, e por outra vez a astrologia também faz seu gol acertando inúmeras coisas. O cético sempre diz: “Eu acredito apenas naquilo que a ciência me comprova." Já os que acreditam na astrologia pensam: “Acredito que tudo é possível." E veem na astrologia um caminho para obter suas respostas, mas é preciso saber o que é uma coisa para poder gostar ou não. Conta-se a seguinte história: Uma vez o astrônomo Edmund Halley perguntou para o físico Isaac Newton como ele poderia acreditar em astrologia. Ele respondeu, polidamente: "A diferença é que eu conheço astrologia, você não."

- Como a astrologia entrou na sua vida? É algo que se aprende ou você considera um "dom"?
Esta é uma ótima pergunta. Muitas pessoas estão no mercado de trabalho nesta área sem nenhum preparo, os chamados "picaretas", que se aproveitam de informações na internet sobre astrologia e se passam por astrólogos. Mas na verdade não é bem assim, como em qualquer profissão é preciso estudar muito e estar atualizado também. E também há um dom incluso. Quando se faz uma coisa, tem de ser bem-feita. Enquanto católica, estudei também Teologia, mas depois que me tornei espírita da linha kardecista nasceu em mim muitos desejos e um deles foi o interesse pela astrologia. Podem até dizer que uma coisa não tem nada a ver com outra, mas se enganam: nada na vida é por acaso, tudo tem um sentido e uma explicação. Astrologia, tarologia e radiestesia só vieram preencher um espaço que acredito que já estava predestinado.

- Você se incomoda por saber algo do futuro? Sabe algo sobre o seu próprio futuro?
Não me incomodo nunca em procurar respostas quando preciso, tanto na astrologia quanto nas minhas cartas de tarô. Uma de minhas previsões particulares é que ainda voltarei morar em Orlândia, e isso poderão comprovar. Mas, veja bem: sempre digo para todos meus clientes que, independentemente de cartas e mapas astrais, devemos seguir a vida baseada em nossos anseios, deixar as coisas acontecerem em seu tempo. Pois o dono de nosso destino somos nós mesmos, e podemos mudá-lo a qualquer instante.

- Que achou de fazer o mapa astral de Orlândia? Ficou surpresa com alguma coisa?
Particularmente, foi um prazer enorme, uma honra, pois sou filha de Orlândia, tenho parentes aí, amigos que estimo muito. Quanto ao mapa de Orlândia, nada me surpreendeu, pois fiz também o mapa do fundador, Capitão Francisco Orlando Diniz Junqueira, e vi ali a resposta por ser uma cidade próspera e com um belo futuro. Por exemplo, no passado: a personalidade do coronel, muito ousada, determinou que a cidade fosse projetada com características urbanas modernas, cortada por amplas avenidas, o que foi determinante para o crescimento, e isto está na comparação da posição do sol dele em sextil com Júpiter de Orlândia.

“Presente e Futuro: Na prognose que fiz, de espaço de tempo de um ano, minha análise foi esta:

Data: 01/11/2010 a 01/12/2011

Mercúrio transitador na sétima casa (25/11 a 25/12/2010)

A análise me mostra na área da Saúde haverá certas discussões, pois Orlândia, apesar de estar sempre em busca de ajudar sua população, seus governantes estão baseados em fatos pequenos ainda. É bom aliviar os ânimos e repensar uma boa forma de atender melhor à população, principalmente neste final de ano. Confiram os números de atendidos e comprovem.

“A análise de Vênus transitador em conjunção com o meio do céu de Orlândia vem afetar diretamente na área da Cultura. As datas 27, 28 e 29 de abril de 2011 se destacam pela bela simpatia de seus representantes. Especificamente no âmbito das artes, a cidade se destacará, pois está fazendo um trabalho sério e vai colher o que planta.”

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um pouco de História


Vídeo encontrado no YouTube (avozdapoesia.com.br/) em que o ator Paulo Autran fala o poema "Navio Negreiro", de Castro Alves; imagens do filme "Amistad", de Steven Spielberg (exclente produção, grandes interpretações)



"Orfeu Negro", filme franco-brasileiro de Marcel Camus (1959), baseado na peça "Orfeu da Conceição", escrita por Vinícius de Moraes. Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano, e em 1960 levou o Oscar de Filme Estrangeiro, o Globo de Ouro e o Bafta.




Discurso de Martin Luther King em Washington, EUA, em 1963, durante marcha do Movimento Americano pelos Direitos Civis.

Consciência negra e racismo

Nem todos sabem, mas há um movimento negro em ação no Brasil desde os tempos dos quilombos - quando os escravos eram libertos e levados para comunidades onde viviam, tentando escapar das forças de repressão do Exército e dos fazendeiros. Essas raízes históricas ainda estão presentes na sociedade brasileira atual. Não somos os Estados Unidos, em que um líderes como Martin Luther King e Rosa Parks comoveram o mundo e provocaram uma revolução. Aqui, a História segue um ritmo próprio, e no século 21 debatem-se cotas raciais (ou sociais) para garantir acesso à cidadania mínima. Professora de História, Rosângela Miliossi Marques defende: "Negros e brancos devem ter oportunidades iguais, sem que um se beneficie do outro". "Vejo (os negros) como todas as pessoas com que convivo: sem diferenças sociais ou emocionais", afirma. Coordenadora do Ensino Médio da ETEC Alcídio de Souza Prado, ela não vê nas cotas uma saída para melhorar as condições sociais dos negros.

A sra. considera importante que haja um dia especial para lembrar a "consciência negra"?
Depois de tantas provas e demonstrações sobre o quão hipócrita é a sociedade no que diz respeito ao apartheid (entenda-se separação), penso que não deveria haver um dia para conscientizar àqueles que se julgam superiores. Mas, como vivemos num tempo de mudanças, se faz necessário ao menos uma recordação em favor daqueles que tanto lutaram ou mesmo trabalharam para a constituição da sociedade brasileira em toda sua formação, desde o Período Colonial até nossos dias.

Cabe, de fato, ao brasileiro, a alcunha de "homem cordial"? A partir deste ponto de vista, como poderia ser posicionado o racismo na sociedade brasileira?

Nós temos várias formas de racismo e preconceitos que não esbarram somente nos negros, como também no homem do campo, no pobre (classismo), no homossexual etc. Quando se fala em formas diferentes de adequação de vida, a sociedade nos impõe certos valores inadimissíveis como de fosse nato ao ser humano discriminar e escolher com que tipo de pessoas se deve conviver. Somos cordiais por natureza, porém, a nossa história verdadeira dá sinais de que sempre fomos xenófobos e darvinistas.

O Brasil é tido como um país em que convivem harmoniosamente todas as raças. A sra. concorda?
Como disse anteriormente, a nossa história nos condena à medida em que nos deparamos com algumas situações em que se faz apologia ao negro (do tipo "tinha que ser coisa de preto"), sendo que raça só se conhece uma: a humana, e que preto é cor. Portanto, vivemos harmoniosamente com todo tipo de pessoa quando estas não nos ameaçam, do contrário já damos sinais de preconceito.

A que credita a disparidade entre a presença dos negros na população (45% no Censo 2000) e os índices de emprego, salários, escolaridade e ascenção social? Os negros têm razão de se sentirem discriminados? Não acho que os negros deveriam requerer direitos diferenciados dos brancos. Capacidade todos têm, emprego existe para aqueles que se qualificam. Para tanto, negros e brancos devem ter oportunidades iguais, sem que um se beneficie do outro. O que falta no Brasil e no povo brasileiro, que não desiste nunca, é encarar que a educação, para que tanto lutamos, exista igualmente para a maioria e não para uma pequena parcela da população elitizada.

Que futuro imagina para Orlândia?
Espero evolução educacional em relação à profissionalização dos alunos que têm metas e eperam construir um mundo melhor para si e para os outros.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Repercussão de uma nota de blogue

Na semana passada, quando fiz o última postagem no blogue, relatei sobre um projeto do Ministério da Cultura para o qual Orlândia não havia sido habilitada. Não sei exatamente por que, mas houve uma estranha repercussão, que inclusive surpreendeu este blogueiro. Afinal, só envio para amigos, parentes e quem, para tristeza alheia, estiver nos meus poucos contatos, mas duas ou três pessoas certamente o lêem (um, é meu sobrinho Adonai). A todos, desde peço desculpas pela apropriação da lista pela Prefeitura, já que não é todo dia que se recebe uma “nota de esclarecimento” no e-mail.

A nota, assinada pela secretária de Cultura, Josimara Ribeiro de Mendonça Camargo (transcrita em sua íntegra abaixo), mostra que, de fato, haverá outros recursos disponíveis para projetos culturais. Aparentemente, inclusive, melhores que o anterior, já que enumera “assegurados” novos pontos de cultura e duas bibliotecas nos bairros.

A secretária também aponta que houve erro por parte deste blogueiro ao não informar sobre os “dois lados” da notícia. De fato, isto não ocorreu. Um blogue como este, apesar de não ser um órgão de imprensa, deve verificar as informações a fundo, oferecendo ao leitor todos os lados que a notícia apresentar. Em defesa, se possível, constate-se que o blogue foi a postagem ocorreu na noite de sexta-feira, quando não mais era possível consultar a Assessoria de Imprensa da Prefeitura. É claro que não houve intenção de ser tendencioso, mesmo porque, só há um lado aqui: o fomento a um debate sobre os rumos de Orlândia.

A matéria sobre as condições da Biblioteca Geraldo Rodrigues está longe de ser uma “denúncia”. O objetivo, conforme escrito, era justamente mostrar a “nova fase” em que se encontra. Cultura, invariavelmente, é colocada em segundo plano (se muito) no Brasil. Sob a administração do prefeito Rodolfo Meirelles, a pasta ficou a cargo da empresária Josimara Mendonça Camargo, o que a intenção de um nova visão. Afinal, trata-se de uma mulher de grande sucesso no mundo dos negócios e referência no Terceiro Setor como diretora do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça.

Numa reunião com a secretária, em meados do ano, apresentei algumas propostas sobre projetos voltados à cultura. Ideias simples, que poderiam ser apreciadas ou não, mas julguei oportuno entregar-lhe. Foi, claro, uma honra, afinal foi uma deferência. Assim como julgo, também, uma deferência a este modesto e simples blogue receber um texto por ela assinado.

Mais do que a nota em si, a atitude da secretária Josimara Mendonça Camargo em esclarecer o ocorrido é notável, e certamente mostra um diferencial em relação a outros empresários, políticos ou mesmo pessoas que ocupam cargos na administração pública. Além de excelente gestora empresarial e social, ela se mostra sensível à percepção pública, um grande diferencial nestes dias em que a liberdade parece sempre vigiada.

Novos projetos para a Cultura em Orlândia

A secretária de Cultura, Josimara Ribeiro, a bailarin,  Marisol Gallo, o presidente da Circolo Italiano, Gualter Carrara e o bailarino Elydio Antonelli, em evento em Ribeirão Preto em 2008 (foto: divulgação)


Abaixo, a “Nota de Esclarecimento” enviada ao blogue pela secretária de Cultura, Josimara Mendonça de Camargo.

"A respeito do texto publicado no orlandiasp.blogspot.com sob o título "Orlândia perde R$ 85 mil para Cultura", vimos restabelecer a verdade dos fatos.
 
"Com o objetivo de disseminar o hábito da leitura em todos os bairros da cidade, a Coordenadoria de Cultura de Orlândia buscou reunir informações para apresentação de projeto em atendimento ao edital Mais Cultura de Apoio às Bibliotecas Públicas, da Secretaria de Articulação Institucional, Diretoria do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura.
 
"O referido edital previa a implantação de bibliotecas em prédios públicos já existentes em bairros, distritos ou em propriedades rurais, atendendo às necessidades de descentralizar o atendimento de biblioteca em nossa cidade. Ensejando esforços para cumprir o exigido, a Coordenadoria de Cultura realizou pesquisa e encaminhou ofício para os órgãos públicos das três esferas de poder que possuíam prédios públicos nos bairros da cidade, solicitando seção de espaço para instalação da referida Biblioteca, já que o edital exigia o envio de planta baixa do imóvel em questão.

"Diante da inexistência de espaços com a possibilidade de atender a esse fim, o projeto da Coordenadoria de Cultura de Orlândia deixava de atender a uma das exigências legais do certame, e não poderia seguir participando do edital. Como o pedido já havia sido encaminhado para o órgão competente responsável pelo edital, a Coordenadoria foi informada de que estaria não habilitada para receber os recursos.
 
"Antecipando a informação que o município de Orlândia não seria contemplado pelo Edital em questão, imediatamente a Coordenadoria de Cultura planejou uma segunda opção para obter esse recurso, por meio do ingresso no Consórcio Intermunicipal da Cultura, AGCIP, que assegurará a obtenção, pelo município de dois agentes de cultura, três Pontos de Cultura e de 2 Bibliotecas de Bairro (Pontos Mais Leitura). 
"Quem participa da administração pública sabe que o fato extraordinário é conquistar um edital e obter recursos. Faz parte do rito público participar de editais, apresentar bons projetos, que nem sempre podem contemplar as expectativas dos órgãos financiadores ou concedentes de recursos a fundo perdido.
 
"É indispensável aos profissionais da comunicação, que tenham como intuito informar a opinião pública que, antes da edição e divulgação de quaisquer matérias, seja exercido o princípio consagrado do jornalismo que é ouvir os dois lados, sob pena do texto produzido se mostrar tendencioso e não refletir a verdade dos fatos.
 
"Reafirmamos o nosso compromisso como cidadã e como gestora pública pelo desenvolvimento. Orlândia não perdeu R$ 85 mil. Aliás, desde o início da atual Administração, o município passou a contar com uma consistente política cultural, nomeou seu primeiro conselho municipal de cultura e integra, de forma inédita os Conselhos Estadual e Nacional da Cultura e já conta com seu Plano Museológico.

"Passou a ser referência no estado, tendo recebido, de forma pioneira em sua história o mapa Cultural e participado do Revelando São Paulo. Como poucas vezes na nossa história, Orlândia tem recebido exposição de artes, doação  de livros, oficinas culturais Cândido Portinari  e também de tela de projeção. 

"Nossos artesãos foram inscritos na Sutaco, o que promoverá a categoria como um todo. Estamos construindo uma nova história, com uma cultura de inclusão em defesa da cidadania. Esta é a verdade."

Josimara Ribeiro de Mendonça Camargo
Coordenadora de Cultura do Município de Orlândia

sábado, 6 de novembro de 2010

Orlândia perde R$ 85 mil para Cultura

A Prefeitura de Orlândia teve seu projeto de criação de bibliotecas nos bairros inabilitado pelo Ministério da Educação. A lista dos projetos que serão contemplados com recursos foi divulgada no dia 27 de outubro no Diário Oficial da União e no site do Ministerio. Segundo a publicação, havia prazo de cinco dias úteis para interpor recurso, mas não há informações se isso foi feito.
 
O Ministério disponibilizará R$ 30,6 milhões para projetos de apoio a bibliotecas públicas. O projeto de Orlândia, segundo dados disponíveis, seria para implantação de bibliotecas, com valor máximo de R$ 85 mil. Entre as 95 propostas de todo o país, apenas 42 foram aprovadas, sendo oito de São Paulo.

No site do Ministério, a informação é que a proposta "não atende ao item 5.4.2.d do edital". Trata-se de um pormenor do projeto técnico: a apresentação de "fotos e planta baixa do prédio onde a biblioteca será instalada".

Portadores de deficiência

O edital apresentava três possibilidades de propostas. Na categoria I, de apoio, o MinC terá até 170 bibliotecas, onde investirá até R$ 115 mil. Foi a categoria com maior volume de inscrições, 699, sendo 180 inabilitados. Neste caso, os recursos poderiam ser usados para compra de acervo, equipamentos e criação de programas sócio-culturais, entre outros.

A segunda categoria, os recursos serão de R$ 85 mil para implantação de bibliotecas em bairros e distritos. Serão atendidas cem bibliotecas em todo o país. Já a terceira categoria também dispõe de R$ 85 mil para bibliotecas acessíveis, voltadas para atendimento de deficientes físicos.

O Ministério da Cultura esperava atender, nesta última categoria, trinta projetos, mas, dos 34 apresentados, apenas dez foram habilitados. "Segundo o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, nem 10% dos estabelecimentos prestam serviços a pessoas portadoras de deficiência ou estão adequadas a atendê-las", informa o Ministério. Entre elas, a de Orlândia.

Biblioteca ainda sofre com má infra-estrutura

A Biblioteca Municipal Geraldo Rodrigues (foto) promete viver uma nova fase. Ainda não se pode ver por fora o que acontece, mas a promessa é de que muita coisa possa mudar. A contratação de uma bibliotecária, Juliana Alpino de Sales, traz uma visão contemporânea e, mais, profissional, que vai desde o sistema de catalogação do acervo até a reivindicação de espaços mais adequados à alocação dos livros e outras mídias, como já acontece em outras instituições públicas.

Em entrevista exclusiva ao blogue, Juliana diz que a primeira impressão que teve da biblioteca, fundada na década de 60, foi de carência de recursos, tanto humanos quanto estruturais. "Temos um acervo grande, mas os espaços são inadequados para leitura, pesquisa, atendimento, por exemplo, pois fica tudo junto", diz ela, acomodada em sua sala, que também serve de depósito e catalogação.

Um dos grandes problemas das bibliotecas públicas, conta, é que o Ministério da Educação não tem um sistema de fiscalização, como acontece no caso das pertencentes a universidades particulares. Este é um dos entraves que o Censo Nacional de Bibliotecas Públicas, realizado no ano passado, pretende resolver. Não há, por exemplo, diretrizes sobre como devem ser geridas as bibliotecas, ou mesmo a utilização de um sistema unificado de catalogação.

Juliana diz que pretende conhecer as outras bibliotecas da cidade, instaladas em escolas, para promover intercâmbio, eventualmente trocar informações ou até livros. Uma das necessidades das bibliotecas públicas, mesmo escolares, é a necessidade de um profissional, bacharel ou técnico na área. Perguntada se a Biblioteca Municipal poderia centralizar as outras da cidade, ela disse que poderia ser uma saída, mas necessário verificar a legislação municipal.

Quanto à catalogação, ela acredita que ainda vai demorar para colocar tudo em ordem. "O problema é que há três formas de catalogação do mesmo acervo, o que torna difícil até mesmo fazer um balanço. Mas estamos correndo, juntamente com os outros funcionários", afirma.

Quanto ao prédio, onde funcionou a estação ferroviária nos idos de 1910, ela conta que há necessidades urgentes. "Chovia aqui dentro, mas o telhado foi consertado e esperamos a troca do forro, assim como a instalação elétrica precisa ser renovada", aponta. Porém, ela diz contar com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, que encaminha à Prefeitura suas solicitações.

Salas especiais

O escritor e professor Geraldo Rodrigues, que empresta seu nome à biblioteca, faleceu há alguns anos. Dono de uma grande e importante coleção de livros, não se sabe o que houve com seu acervo particular. O mesmo ocorre com a biblioteca do ex-prefeito e escritor Cyro Armando Catta Preta, que faleceu este ano, cujo acervo não era menor e tampouco desimportante.

Fascinado pela Revolução Constitucionalista de 1932 e pela Semana de Arte Moderna, de 1922, a biblioteca de Cyro seria objeto de desejo de qualquer faculdade. Também não se sabe qual será seu futuro. Caso ambos não tenham se manifestado sobre que destino dar às coleções, a Prefeitura poderia obter a doação, criando salas especiais.

É o que aconteceu com o editor José Olympio, antigo proprietário da editora que leva seu nome (hoje parte do Grupo Editorial Record). Nascido em Batatais, possuía um enorme acervo particular, com mais de 3 mil volumes. Pessoalmente, escolheu e doou os livros à Bibliteca Municipal Altino Arantes e às Faculdades Claretianas de Batatais.

"É um acervo maravilhoso, mas que durante muitos anos ficou fechado, inacessível aos alunos", diz Juliana, cujo trabalho de conclusão de curso (TCC) foi elaborado a partir do acervo José Olympio nas Claretianas. O Acervo Histórico José Olympio está disponível para consulta no site da Claretiana www.claretiana.edu.br).

Pouca frequência

A Biblioteca Municipal não é um dos pontos mais frequentados de Orlândia. Apesar de possuir cerca de 10 mil volumes e ainda contar com o Acessa SP no mesmo prédio, os livros não chamam tanto a atenção. E não é por falta de boas opções (apesar de a lista de novos livros já estar pronta, só no ano que vem devem chegar). Quem não acompanha o mercado editoral, à caça dos best-sellers da "Veja", pode se surpreender com o conteúdos das prateleiras.

É claro que lá estão Nora Roberts, Dan Brown, Augusto Cury e algumas "sequências" de "O Segredo". Mas o leitor mais atento vai se deparar, por exemplo, com "Baddenheim 1939/Tzili", de Aharom Appelfield, sobrevivente do nazismo, cuja obra por ser comparada à de Elie Wiesel.

"Leite Derramado", de Chico Buarque, por exemplo, está lá, na estante reservada aos lançamentos e/ou novas edições. Vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Ficção de 2010. Há também "O Menino do Pijama Listrado", de John Boyne, que deu origem ao filme indicado ao Oscar, "Era no Tempo do Rei", Ruy Castro, "O Hóspede Perplexo", Guy Corrêa, "Acenos e Afagos", João Gilberto Noll, e uma nova edição de "Contos da Nova Cartilha", de Liev Tostói.

Laureado com o Nobel de Literatura neste ano, Mario Vargas Llosa também está presente no acervo, com . Os livros são: "Pantaleón e as Visitadoras", "Travessuras de uma Menina Má", "A Guerra do Fim do Mundo", "A Festa do Bode" e "Batismo de Fogo".

Entrevistas com Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=z3G34Ea5c-c
http://www.youtube.com/watch?v=qBb_XNNRs6g

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Há vagas - Informática

Há vagas: empresa de informática em expansão busca profissional com experiência em software/hardware e conhecimentos de administração e marketing. Trabalho em Orlândia. Salário compatível com a função. Favor mandar currículo para claudioliv@gmail.com. Repassar aos amigos.